Escrever: és e crês, porque vês

Me disseram que escrever dói. Com o tempo fui descobrindo que o que dói é se despir nas palavras. A gente pode passar horas lapidando, maquiando, ajeitando, mas no fim das contas a gente está sempre se expondo. Nem que seja a vontade de não se expor.Não tem jeito, escrever é desvelar-se. Foi assim com as “bobagens” que levo a sério, é assim com a dissertação. Travo na escrita no exato momento que temo revelar-me.

E então me perco na escrita de outros, do outro. Procuro valores refletidos, provas de que não há por que não me assumir, na coragem de quem se escreveu. Se soubessem como aprendo, com aqueles que minha intuição acompanha, sobre os limites do amor… sobre a coragem que se precisa ter para ser quem se é para poder amar. E a liberdade enfim encontrada, na escrita leve de quem não tem medo de se revelar, porque não tem medo do que há por descobrir…

Assim, agradeço aos corajosos que amam e estão internamente livres para compartilhar. São pequenos, mas constantes, desmoronamentos do medo de amar.

Por isso, e nem sempre por pura vaidade, escrever.

(ASM)

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