em raiz, sem mente

tentei escrever um poema
sobre uma alegria terrena:

primeiro saiu uma elegia ao próprio poema,
depois uma alergia ao desejo de pequena.

mais uma data não poetizada.
de que valeriam alegrias guardadas
se em poesias não se veem transformadas?

mas não se engane o leitor, que tanto drama é puro humor!
alegria enraizada dispensa toda palavra,
ao momento vivido fora totalmente destinada.

minhas palavras, que ainda brotam da mente
– e por isso mentem –
não compreendem o vazio da transmutação.
palavras retardadas, discrentes!
por isso ao corpo, agradeço
por todo foco na ação.

(ASM)

*
dedico este falso poema ao momento intensamente vivido, cujo corpo ensinou meu espírito, orientado pelos professores que tanto compartilham, Ricardo e Chana.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s