para Solh

depois de tentar buscar os tons
– para definir, na palavra, o infinito –
e fracassar no intento, compreendo
que há certos encantos que palavras não cantam
(posto que do falar brotam formas, perfumes, sons
mas, infalível, reduz-se o encanto)
e é por isso que, quando só, eu canto
e na memória sentida por todo corpo,
os doces arrepios me reencontram.
mas é na companhia do outro
– olhar, sorriso, aroma –
que os sons tocam no mesmo tom!
e deixo o conto sugerir um novo encontro
desse canto em Solh maior
=]

(ASM, 2008)

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