Vento (poesia ingênua VIII)

Perigo
Amor juvenil
Impuro, imaturo
Refletido
em um amor vespertino,
Adulto,
complicado

Insegurança e angústia
Ajuda paranormal
Amigos, distantes
Desejos, frustrantes
A triste fuga do irreal…

Ser diferente nesta multidão,
é como ferir-se com um punhal
Somente eu e o vento
conhecemos a verdade
Sou meu único confidente

Sentir-se vinil na era digital…
Muitos vigiam, porém,
Poucos se aproximam…

É tão complicado meu isolamento
que passo a sentir pena de mim
Há mais deplorável sentimento?

Por que sou assim?
Tenho as respostas, mas a rotina permanece
De que serve meu conhecimento
se tenho receio de compartilhá-lo?
O que importa meus temores esclarecidos
se tenho medo de enfrentá-los?

Para que serve o amor
se o mantenho prisioneiro…

Se algum dia houver um leitor,
para este poema infeliz,
Não penses que é simples mudar
Principalmente quando és o único a conhecer meus sentimentos
Provavelmente já terei partido
quando leres minhas palavras

E o vento permanecerá meu fiel ouvinte…

(ASM, 2000)

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