fábula hidrográfica

era peixinho que nadava por rio largo, tranquilo
cheio de algas, répteis e mamíferos

até que peixinho encontrou peixão
e nadaram num meandro, em solidão

– peixinho descobriu a paixão

no meandro a água corre intensa
ora deposição, ora erosão
a margem sempre tensa

peixinho, quase sequinho,
descobriu-se num meandro abandonado
e volta, a pé e a seco,
ao seu rio calmo e largo

(ASM)

Bruno Ortiz (www.brunortiz.blogspot.com)

*

Esta ilustração não foi, diretamente, inspiração para esta poesia, mas desconfio seriamente que a imagem estava guardada na minha memória e reservou alguma influência. Digo isto porque, ao revê-la, descubro-a ilustração para o meu poema! Isto aconteceu outras vezes com relação a outras poesias por aqui, cujas imagens estão agregadas (ou por elas as poesias foram inspiradas, não saberia dizer). Ao Bruno Ortiz, que passou a ser um dos artistas que mais admiro, meu sincero agradecimento! Além de vida longa e próspera, claro :)

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