vento seco

O silêncio que segue uma exposição
que demandou coragem
tão logo, estiagem

A pausa que dá medo
O prelúdio que ficou no prelo
O belo que causa desespero

Poema nauseante
do orgulho ferido, do vazio repentino
Neste instante

A dor do distante
cujo único proveito
é do poema, refeito

Poema que precisa ser desfeito
porque mesmo a palavra inspirada
precisa ser curada

do ego, o intento.

(ASM)

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