Erva-D’Aninha

Era eu trepadeira
Que brotou em vida alheia

Pés na lua, cabeça em superfície
Manobrando artífices, enforcando alívios

Luz recebida, mas competindo
Com aqueles que me recebiam

Era eu trepadeira que nasceu
De cocô de passarinho

Em meu próprio ninho, decidi
Ser árvore e crescer

Raízes plantar, para da terra me alimentar
Abrir os braços, para a chuva molhar

Ser forte e com flores me enfeitar
Acolher beija-flor, bem-te-vi e borboleta

E de outras trepadeiras
Não me fazer acompanhar

(ASM)

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2 comentários sobre “Erva-D’Aninha

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