Tetis 4: Se Jesus era educador com 12…

…por que razão, senão mercenária, um@ educador@ deveria (conseguir) educar com 25, mesmo 15 ou muitas vezes 40, pessoas por vez?!

Segundo ações dos governantes (e nossas, que as mantemos com poder), escola no Brasil está mais próxima de regime carcerário. Como neste, há superlotação e um intervalo reservado ao banho de sol. Professor no Brasil é pago, em verdade, para cumprir funções que estão entre as de Carcereiro e Agente de Segurança Penitenciária – sem os sê-los e, talvez por isso, com salários inferiores. A questão é que, sendo assim, na escola professor não consegue ser educador e estudante não consegue estudar. Mais do que desvio de função, é desvio de forma. Fratura ética.

Os trabalhadores em escola (equipes de educadores&educandos, manutenção, alimentação) precisam conviver com o paradoxo do controle versus saber. Um não ocorre em concomitância ao outro:

Em uma reação similar à das células, os seres humanos também restringem seu comportamento de crescimento quando adotam o comportamento de proteção. […] A redistribuição das reservas de energia para a reação de proteção invariavelmente resulta na redução de crescimento.

In: Bruce Lipton, A biologia da crença (2007, Petit Ed., p.174)

Escola vivida para práticas territoriais impede o crescimento do ser. Para o que vivo em sala de aula, com relatos dos próprios estudantes (“[…] tem gente demais aqui”), Fernanda e Camila me apresentaram uma alternativa em prática:

Educar é mais do que preparar alunos para fazer exames, mais do que fazer decorar a tabuada, mais do que saber papaguear ou aplicar fórmulas matemáticas. É ajudar as crianças a entender o mundo, a realizarem-se como pessoas, muito para além do tempo da escolarização.

In: Projecto Educativo “Fazer a Ponte

Mais do que escolas virarem penitenciárias, presídios deveriam virar espaços educativos.

Não somos números, somos gente. Somos todos agentes de saber. E sabor.

(ASM)

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