univs de escravidão

instituição é feito bicho-papão
engole tudo que não for padrão
e regurgita com um grande “não”

não importa o quanto você trabalhe bem
no primeiro desvio, você já sabe:
é tchau, tchau, neném

quanta burocracia, quanta vida se adia
e eu me pergunto:
por quê?

mas só dá tempo de se perguntar
se você não estiver mais lá
e não verá ninguém para responder

(ASM)

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Elucid[ativo], Pro[positivo] e Ins[pirador]

Olá!

Super recomendo este documentário. Apresenta questões, analisa, indica fontes e propõe linhas de ação. Vale cada minuto, foi feito com muita responsabilidade. E inspira!

Alguns trechos:

“É essencial que as pessoas da nação não entendam como o nosso sistema bancário e financeiro funcionam, pois senão teríamos uma revolta amanhã mesmo. (Henry Ford, 1922)”

“Eu decidi que é muito importante saber quem são essas pessoas e como funcionam suas organizações. Porque do outro lado de toda essa fúria e tristeza, estão a lucidez e a força. O poder que temos de focar nosso esforço efetivamente, agora que de fato entendemos o que está acontecendo.”

“A maior prisão em que as pessoas vivem é o medo do que as outras pessoas irão pensar. […] E só quando você se liberta disso é que você se dá conta da prisão que vivia antes.”

Um abraço!

(ASM)

Belo Monte

Importante documentário. Vida não é propriedade privada.

Para ler e assinar  a Petição de Raoni contra o projeto de Belo Monte (reproduzida a seguir):

http://www.raoni.com/atualidade-57.php

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Pedido de apoio internacional para o Cacique Raoni e os representantes dos povos indígenas do Xingu (Brasil), contra o projeto Belo Monte.

Pedido de apoio internacional para o Cacique Raoni e os representantes dos povos indígenas do Xingu (Brasil), contra o projeto Belo Monte.

Assinatura da petição de RAONI

O presidente Lula disse na semana passada que ele se preocupa com os índios e com a Amazônia, e que não quer ONGs internacionais falando contra Belo Monte. Nós não somos ONGs internacionais.

Nós, 62 lideranças indígenas das aldeias Bacajá, Mrotidjam, Kararaô, Terra-Wanga, Boa Vista Km 17, Tukamã, Kapoto, Moikarako, Aykre, Kiketrum, Potikro, Tukaia, Mentutire, Omekrankum, Cakamkubem e Pokaimone, já sofremos muitas invasões e ameaças. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, nós índios já estávamos aqui e muitos morreram e perderam enormes territórios, perdemos muitos dos direitos que tínhamos, muitos perderam parte de suas culturas e outros povos sumiram completamente. Nosso açougue é o mato, nosso mercado é o rio. Não queremos mais que mexam nos rios do Xingu e nem ameacem mais nossas aldeias e nossas crianças, que vão crescer com nossa cultura.

Não aceitamos a hidrelétrica de Belo Monte porque entendemos que a usina só vai trazer mais destruição para nossa região. Não estamos pensando só no local onde querem construir a barragem, mas em toda a destruição que a barragem pode trazer no futuro: mais empresas, mais fazendas, mais invasões de terra, mais conflitos e mais barragem depois. Do jeito que o homem branco está fazendo, tudo será destruído muito rápido. Nós perguntamos: o que mais o governo quer? Pra que mais energia com tanta destruição?

Já fizemos muitas reuniões e grandes encontros contra Belo Monte, como em 1989 e 2008 em Altamira-PA, e em 2009 na Aldeia Piaraçu, nas quais muitas das lideranças daqui estiveram presentes. Já falamos pessoalmente para o presidente Lula que não queremos essa barragem, e ele nos prometeu que essa usina não seria enfiada goela abaixo. Já falamos também com a Eletronorte e Eletrobrás, com a Funai e com o Ibama. Já alertamos o governo que se essa barragem acontecer, vai ter guerra. O Governo não entendeu nosso recado e desafiou os povos indígenas de novo, falando que vai construir a barragem de qualquer jeito. Quando o presidente Lula fala isso, mostra que pouco está se importando com o que os povos indígenas falam, e que não conhece os nossos direitos. Um exemplo dessa falta de respeito é marcar o leilão de Belo Monte na semana dos povos indígenas.

Por isso nós, povos indígenas da região do Xingu, convidamos de novo o James Cameron e sua equipe, representantes do Movimento Xingu Vivo para Sempre (como o movimento de mulheres, ISA e CIMI, Amazon Watch e outras organizações). Queremos que nos ajudem a levar o nosso recado para o mundo inteiro e para os brasileiros, que ainda não conhecem e que não sabem o que está acontecendo no Xingu. Fizemos esse convite porque vemos que tem gente de muitos lugares do Brasil e estrangeiros que querem ajudar a proteger os povos indígenas e os territórios de nossos povos. Essas pessoas são muito bem-vindas entre nós.

Nós estamos aqui brigando pelo nosso povo, pelas nossas terras, pelas nossas florestas, pelos nossos rios, pelos nossos filhos e em honra aos nossos antepassados. Lutamos também pelo futuro do mundo, pois sabemos que essas florestas trazem benefícios não só para os índios, mas para o povo do Brasil e do mundo inteiro. Sabemos também que sem essas florestas, muitos povos irão sofrer muito mais, pois já estão sofrendo com o que já foi destruído até agora. Pois tudo está ligado, como o sangue que une uma família.

O mundo tem que saber o que está acontecendo aqui, perceber que destruindo as florestas e povos indígenas, estarão destruindo o mundo inteiro. Por isso não queremos Belo Monte. Belo Monte representa a destruição de nosso povo.

Premiers signataires de la pétition

Para encerrar, dizemos que estamos prontos, fortes, duros para lutar, e lembramos de um pedaço de uma carta que um parente indígena americano falou para o presidente deles muito tempo atrás: ” Só quando o homem branco destruir a floresta, matar todos os peixes, matar todos os animais e acabar com todos os rios, é que vão perceber que ninguém come dinheiro ” .

Autores : Cacique Bet Kamati Kayapó, Cacique Raoni Kayapó, Yakareti Juruna, representando 62 lideranças indígenas da Bacia do Xingu

Assinatura da petição de RAONI

Conhecendo a UFRGS – Curso de Geografia

A maior prova é a qualidade do trabalho de tantos amigos geograf(ic)os ^^

(ASM)

para mutar paradigmas

Achou interessante? Então aí vai uma palestra incrível do Nassim Haramein: ^^
http://www.youtube.com/playlist?list=PL323068C9937BB9F8
(eu vi toda e valeu a pena)

desanuviar

anda, mundo, mas sem corcel
que é para sentir a terra
e fazer, do corpo, pincel

(ASM)


*documentário via Renata Ibis

*documentário via Eduardo Clarino

fitar o filtro

unidos crescemos
enquanto
reinos alienam

não somos feitos de feudos
há que se feltrar
o fecho

(ASM)

O rio que nos move

As “formas” como Mihaly Csikszentmihalyi e Waldez Ludwig se expressam são diferentes, mas dialogam sobre a nossa CONDIÇÃO CRIATIVA.

http://ted.com/talks/view/id/366

A Arte é uma forma de expressão, e por isso não somos todos artistas, mas somos todos ESSENCIALMENTE CRIATIVOS! E, ainda, ou especialmente, precisamos TRABALHAR para dar forma à criatividade. Como diz o Prof. Nelson Rego, “a intuição, quando vier a mim, me encontrará trabalhando.”

(ASM)